Sobre a perda - Livro do Desassossego - Fernando Pessoa

"Alheia a isto, e chorando só o preciso e no mesmo tempo que pode - quando lhe morre o filho que esquecerá pelos anos fora, salvo nos aniversários, quando perde dinheiro, e chora enquanto não arranja outro, ou se não adapta ao estado de perda - a humanidade continua digerindo e amando. A vitalidade recupera e reanima. Os mortos ficam enterrados. As perdas ficam perdidas."