Scotch, kilts e Arthur - Edimburgo, Escócia

Final de semana retrasado passei três dias na Escócia. Por ser um país bem próximo a Irlanda (menos de uma hora de voo), os bilhetes eram baratos e a estadia também.

A Escócia, no momento de escrita deste texto, ainda pertence ao Reino Unido. São de fato muito orgulhosos deste fato. Pessoas com roupas da bretânea, bandeiras do Reino Unido, museu sobre guerra orgulhosamente ostentando as cores da rainha e suas façanhas.

A Escócia, assim como a Irlanda, tem como segunda língua o gaélico (no caso deles o gaélico escocês). Mas diferente de Dublin, a capital escocesa não tem nenhuma placa ou referências a língua própria, somente ao inglês. Provavelmente, advento do patriotismo britânico.

Edimburgo é um lugar lindo, tem um toque de capital, mas ao mesmo tempo é uma cidade do interior. O centro é minúsculo, comparável ao centro de uma cidade interiorana criada ao redor de uma igreja. A diferença aqui é que a cidade cresceu em torno do Castelo de Edimburgo.

O castelo é o ponto turístico principal da cidade. É nele que estão concentrado museus, pedaços históricos da cidade e uma bela vista da cidade. O preço da entrada é amargo, 15 libras.

Outro ponto alto, literalmente, da cidade é o "Arthur's seat", localizado no pico do morro mais alto da cidade. De lá é possível ver praticamente todo o condado. A caminhada demora cerca de uma hora, não pelo caminho ser longo, mas pelo caminho ser íngrime e rústico. Chegando lá a dor é compensada. O morro tem duas construções, bem simples, quase um lugar que a Tomb Raider colocaria uma pedra para abrir uma passagem secreta. O melhor do lugar é a natureza mesmo, apesar da grande quantidade de turistas no lugar, a paisagem e a calmaria do lugar são perfeitas.

Mas não só de turismo viverá o homem. A Escócia é muito famosa pelos seus uísques (assim como a Irlanda). Não é possível encontrar muitos pubs na cidade, mas em toda esquina tem uma off-license vendendo uísque.

Para aprender mais sobre uísques, minha namorada e eu decidimos ir num 'museu do uísque' -- The Scotch Whisky Experience --, onde além de mostrarem como ele geralmente é feito, foi explicado como cada região produz uísque com diferentes gosto. Antes que você espertinho venha me dizer que os gostos são todos iguais e é frescura, os gostos variam sim. Principalmente por que alguns são frutados, 'smoky', com baunilha e assim por diante. Em resumo: uísques de highland são fortes, com um gosto smoky e um pouco frutado. Speyside tem uísques bem frutados, lowland citrícos, Islay super smoky e Campbeltown com toques da baunilha. Tudo isso geralmente por conta do barril escolhido para envelhecer a bebida.

No museu há a maior coleção de uísques escoceses do mundo. E adivinha? A coleção foi feita por um brasileiro. Um CEO de uma empresa farmacêutica, Claive Vidiz.

Por sorte a cidade estava consideravelmente ensolarada quase todo o tempo que estivemos lá. Por isso entre um passeio e outro, aproveitamos o sol nos parques da cidade. Os parques apesar de pequenos se comparados com alguns de Dublin, são numerosos e muito bem cuidado. Com lindos jardins anunciando a primavera. Porém não espere esse tempo sempre, a região das ilhas britânicas e Irlanda são consideravelmente frias e chuvosas o ano todo.

A cidade no geral não é cara, muito mais barata que Londres, sendo bem similar com Dublin. A capital escocesa abriga tanto o campo, castelos medievais e bebidas, sendo uma parada turística na Europa que satisfaz qualquer gosto. Porém a cidade é pequena, em um ou dois dias é possível ver tudo. Ficar mais do que isso e esperar "turistar" é pedir demais.