Rupy 2012 - Primeiro dia

Confesso que não sabia o que esperar do RUPY que aconteceria em SJC, sabia que o Henrique Bastos e o Luciano Ramalho seriam dois palestrantes que valeriam a pena, mas desconhecia todos os outros.

Primeiramente, a galera da organização está de parabéns. O lugar era bem localizado, com uma ótima estrutura. Quanto as palestras, pela parte da manhã escutamos da galera da organização a história do evento, que começou na Europa e graças a algumas pessoas de São José dos Campos que entraram em contato com a comunidade europeia foi possível realizar o Rupy aqui.

Logo após, tivemos uma palestra sobre a JVM do QMX, que falou todo o trabalho de se criar "compiladores"(não lembro o termo exato que ele usou, mas na minha cabeça ficou dessa forma) de linguagens dinâmicas para a JVM. Explicou também o por que, que para certas tarefas essas linguagens serem mais eficientes até mesmo que o próprio Java na JVM. Ótima conversa para entender um pouquinho mais da mágia por debaixo dos panos, além de como otimizar seu código com passos simples já pensando na "magia" por trás da JVM. Sai de lá com uma vontade imeeeeeeensa de programar em JAVA!! :D

A palestra dele me marcou principalmente no sentido de que você não precisa usar java, mas não precisa ter raiva da JVM, pois ela é uma das(se não for a melhor) melhores VMs já feitas.

Antes do almoço tivemos uma palestra do Henrique Bastos sobre comunidade e sinergia. Simplesmente fantastica e que eu considerei como uma bronca, no bom sentido. As vezes queremos tanto nos movimentar e ajudar a comunidade de software livre, mas muitas vezes não fazemos NADA, criamos desculpas, colocamos a culpa no mercado, na universidade e assim por diante.

Nada muito novo, basicamente o que ele e a galera do Rio escreveram no Small Acts Manifesto, mas que sempre precisamos ouvir.

A tarde o Henrique Bastos também deu várias dicas para quem trabalha com Django de como otimizar o seu dia a dia como programador, mas era possível tirar quase tudo para outros contextos, até mesmo para a minha vida atual de Java lá na ci&t. Para mim a melhor parte desta palestra foi o pensamento de que quando entra alguém novo na sua equipe o ambiente deve estar em algum lugar que seja fácil montar ele na máquina do novato, de preferência a um command de distância, nada de perder um dia montando ele.

A palestra sobre NoSQL e python do Fernando Masanori foi fantástica, principalmente para tirar certas dúvidas quanto aos diversos tipos de bancos não relacionais e o uso de cada um.

A palestra de encerramento foi do fantástico Luciano Ramalho que explicou sobre iteração em python. Eu conhecia o funcionamento dessa "mágia" em Java, mas nunca fui atrás de saber como acontecia em python, por que é tão intuitivo essas coisas que parecem ser feitas pelo interpretador. Uma frase que o Luciano disse e que o Carreiro me lembrou depois fala bem sobre isso:* "python tem uma sintaxe simples, mas não é uma linguagem de brinquedo".*

No final do dia tivemos um #horaextra patrocinada pela HE:Labs que foi simplesmente fantástica, com muitas bebidas, salgadinhos e bate-papo. Paulo, Carreiro e eu "trocamos ideia" com várias pessoas. Deu para sentir o clima de SJC, uma cidade com uma comunidade de software muito receptiva :).