Que sera, sera

Esse ano de 2016 foi definitivamente o ano que desconstruí todos as minhas crenças. Apesar de ter me mudado em 2015 para Dublin, foi somente em 2016 que realmente tive que me adaptar a viver num lugar onde não conhecia ninguém previamente. Diferente de 2010 quando me mudei para Campinas, nem mesmo a cultura ou a língua eu compartilhava com as pessoas com quem convivi.

O inverno europeu também foi uma intensa batalha pelo meu estado de espírito alinhado a total falta de sol. E pelo que me disseram, também foi o inverno mais chuvoso de épocas recentes. Esse ano mesmo, a cidade está ensolarada boa parte dos dias.

Na primavera, talvez pelos dias longos ou talvez pela quantidade de viagens que fiz, foi a parte mais produtiva do ano. Foi quando terminei de escrever meu mestrado, quando conheci Portugal e Espanha. Sem contar que foi quando conheci a maioria dos meus amigos atuais da cidade.

O verão foi o ápice da renovação. Em julho fui ao Brasil, terminei meu mestrado, dei um último adeus ao meu relacionamento de 2.5 anos, vi com orgulho o caminho que meus amigos tinham seguido e me encontrei com uma garota que acabaria colocando fogo nas últimas crenças que não tinha abandonado. Obrigado Lê ;).

Em agosto, bem à la Robin conhecendo o Don, após decidir "se dedicar a sua carreira", conheci a pessoa com quem começaria a namorar quatro meses (nossa, já?) depois.

Depois de tudo isso as coisas se acalmaram, meio que seguindo o ritmo do ano passado. Aparentemente o outono/inverno é a época do ano que passo em casa aqui na Europa :p. Uma viagem para a Suíça, para ajudar a digerir o ano mais louco da minha vida (viagens, mestrado, emprego, cultura).

E para fechar com chave de ouro uma viagem no dia 31 de dezembro para Londres para ver os fogos. Alias, fun fact, nos últimos três anos passei o ano novo em três países diferentes (Brasil, Irlanda e agora Inglaterra). Que país passarei o próximo ano? "Que sera, sera".