1984

Uma das minhas metas pessoais para este ano é voltar a ler um livro por mês. Decidi começar pelo livro que estava na minha prateleira há eras, 1984 do George Orwell.

Tinha lido A Revolução dos Bichos quando era bem novo - 12, 13 anos, talvez? - e mesmo assim me lembro de várias passagens do livro, pois me marcou muito. Assim, tinha espectativas ainda maiores para 1984, já que muitos consideram o livro a obra prima do autor. Alias, o livro até matou ele.

Como o esperado, amei 1984. O livro simplesmente me consumiu e o terminei em 5 dias.

Apesar de concordar quando todos falam que Admirável Mundo Novo (minha atual leitura) reflete melhor a sociedade atual, é impossível não pegar diversos trechos do livro e trazer para a realidade. Como em:

Naturalmente, não havia jeito de determinar se, num dado momento, o cidadão estava sendo vigiado ou não. Impossível saber com que freqüência, ou que periodicidade, a Polícia do Pensamento vigiava a casa deste ou daquele indivíduo. Era concebível, mesmo, que observasse todo mundo ao mesmo tempo. A realidade é que podia ligar qualquer linha, no momento que desejasse. Tinha-se que viver - e vivia-se por hábito transformado em instinto na suposição de que cada som era ouvido e cada movimento examinado, salvo quando feito no escuro.

Exército monitorou líderes de atos (de julho em 2013) pelas redes sociais.

Tenho a impressão de que imaginas que o nosso trabalho consiste principalmente em inventar novas palavras. Nada disso! Estamos é destruindo palavras - às dezenas, às centenas, todos os dias. Estamos reduzindo a língua à expressão mais simples.

Internetês ou Português - O Analfabetismo Virtual

Todas as crianças deveriam nascer por inseminação artificial (insemart) e educadas em instituições públicas. Isto, Winston sabia, não era para se levar de todo a sério, mas de certo modo se encaixava na ideologia geral do Partido. O Partido estava tentando matar o instinto sexual, ou, se não fosse possível matá-lo, torcê-lo e torná-lo indecente. Ele não sabia o porque dessa conduta, mas assim era, e lhe parecia natural que assim fosse. E, no que se referia às mulheres, os esforços do Partido haviam logrado considerável êxito.

(Meio difícil achar um link para esse, mas convenhamos, bem real, né?)

Havia enorme criminalidade em Londres. Todo um mundo subterrâneo de ladrões, bandidos, prostitutas, vendedores de narcóticos e contraventores de todo tipo; mas como tudo se passava entre os próprios proles, não tinha importância.

Morte e vida nas favelas.

O problema era manter em movimento as rodas da indústria sem aumentar a riqueza real do mundo. Era preciso produzir mercadorias, porém não distribui- las. E, na prática, a única maneira de se fazer isso é pela guerra contínua.

Atitude básica dos EUA.

Enfim, não acredito mais que um governo extremamente ditador daria certo, mas isso não quer dizer que G.O. não acertou em diferentes aspectos durante o livro.