O ciclo da vida

Existem várias maneiras de se enxergar a vida. Uma das maneiras que mais se encaixam ao meu modo é a Samsara budista. A vida, ao invés de ser um grande caminho com um começo e um fim, é um ciclo.

A Samsara original fala sobre o nascimento e a morte serem itens presentes na roda da vida. Estariamos fadados a repetir essa roda até alcançarmos o Nirvana. Onde finalmente entenderiamos o nosso Eu interior e o mundo material. Não precisando mais nos agarrar as coisas impuras.

A cada ciclo nos tornariamos mais sábios e mais próximos do Nirvana. Sabendo lidar melhor com a vida e seus problemas cotidianos.

Como todo o mito religioso, podemos transformar a Samsara em uma analogia a nossa vida. Os ciclos seriam fases que passamos, de alegrias e tristezas. A cada ciclo completado, ficamos mais sábios e preparados para o próximo ciclo.

A tristeza e a felicidade na vida não são eternas e tendem a acabar e recomeçar como a Samsara. Arrisco dizer que a cada ciclo, elas tendem a passar mais rápido. A cada ciclo nos tornamos mais puros e menos propícios a drásticas mudanças de humor pelos acontecimentos externos.

Aprendemos que nosso bem-estar depende somente do nosso estado mental. Paramos de colocar nossas esperanças no mundo alheio e o colocamos dentro de nós mesmos. Carregamos nossa cruz, ao invés do mundo.

Alcançamos o Nirvana, sabendo aproveitar os momentos de felicidade e as lições dos momentos de tristeza.

Namastê.

A roda da vida