Me mudando para Dublin - Parte 2

Para ir para a Irlanda, como a maioria dos países da União Européia, não é necessário visto (se você é brasileiro). Mas para trabalhar lá, é necessário o work permit.

A empresa que me contratou lidou com toda essa burocracia e em dois meses eu já estava pegando um avião para Dublin.

A parte mais díficil ao chegar aqui foi achar uma casa. O mercado está em alta por conta dos estudantes e empresas de TI, o que faz com que lugares consideravelmente ruins estejam caros e lugares bons sumam em um instante. Isso inclusive, tem sido motivo de protestos do povo irlandês. Com o aluguel subindo tão rápido, o povo não consegue acompanhar e acaba indo morar nas ruas. O governo prometeu controlar os aumentos e não deixar eles regidos ao mercado.

Fora isso, a vida é muito parecida com o Brasil, tirando o fato de que é possível evitar totalmente carros. Você pode andar de bicicleta em toda a cidade ou pegar um onibus. Mesmo com o terrível clima de Dublin (quase sempre chovendo), eu geralmente prefiro caminhar até o trabalho (meia hora devagar).

As maiores diferenças por aqui são a comida e principalmente as leis trabalhistas. Aqui não é preciso "bater cartão" como no Brasil. O trabalho é de 8hrs, mas ninguém fica contando se vc realmente fez as 8hrs.

A comida é bem parecida com a inglesa, batata-frita com peixe ou comidas a base de galinha ou ovelha. Se você for cozinhar em casa, é possível comprar o nosso arroz em qualquer mercado, mas o preço vai ser ligeralmente maior que outras coisas mais naturais da região. Da última vez que olhei, o arroz kilo do arroz da marca Tesco custava cerca de 1/EUR.

PS: Parte 1 do texto.